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9 dicas para quem quer ter uma casa acessível

Postado por apiki em 1 de abril de 2014
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Especialistas compartilham algumas soluções para ter um lar adaptado ao dia a dia de idosos e pessoas com deficiência ou necessidades especiais. O que é uma casa acessível? “O conceito de design universal é tornar não só a casa mas também as cidades ideais para as pessoas em todas as situações ao longo da vida”, diz a deputada federal Mara Gabrilli, que ficou tetraplégica depois de um acidente e tem um projeto de lei para tornar obrigatória a disciplina de acessibilidade nas faculdades de arquitetura e engenharia. Porém, se esse ideal está distante, a culpa é do medo dos custos. “Mas pesquisas mostram que o impacto na obra chega a apenas 1% na despesa final.” Em geral, uma moradia acessível possui os atributos tanto para pessoas com necessidades especiais como para idosos. Conforme dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2050, o número de homens e mulheres com 60 anos ou mais deve chegar a 64 milhões no Brasil. “Mais do que nunca, precisamos pensar no assunto. Na maioria dos casos, as providências são tomadas só após um incidente”, pondera Teresa Ioshimoto, do Centro de Reabilitação do Hospital Israelita Albert Einstein. Para os profissionais, uma dica da arquiteta Marí Aní Oglouyan. “É fundamental conhecer as regras de acessibilidade (NBR 9050) da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).”

sala-para-cadeirantesSala para cadeirantes, em cômodos com móveis usados constantemente, é recomendado deixar esses itens afastados da parede.

Passagem sem obstáculos

Da calçada à cozinha, a regra é ter espaços confortáveis para o ir e vir. A entrada deve ser livre, sem desnível e com o vão de porta de no mínimo 80 cm. No hall, o cadeirante tem de poder fazer uma rotação de 90°, o que equivale ao diâmetro de 1,20 m. Na sala, considere a circulação mínima de 80 cm entre os móveis e evite mesinhas no meio do caminho.

Piso seguro

A calçada deve ser antiderrapante, sem degraus e com rampas de inclinação de até 10%. “Nos ambientes internos, tacos soltos e pontas de tapete podem difcultar a vida”, alerta Fabio Nasri, geriatra do Hospital Israelita Albert Einstein. Se houver varanda, nivele o piso. “Prefra ainda revestimentos antiderrapantes e resistentes ao tráfego”, diz a arquiteta Waleska Covas, autora de um fat acessível para a Casa Cor Ceará 2010, ao lado de Érika Cysne.

Desapegue-se do tapete

Seguindo a lógica do piso desimpedido, não custa ainda pedir que você evite tapetes ou, pelo menos, opte pelos mais baixos e com base antiderrapante.

Assentos na medida

A altura dos estofados precisa ser compatível com a da cadeira de rodas, que é de 95 cm para adultos. “Com uma das peças sem braço, você facilita ainda mais o movimento”, ensina Marí Aní. Já para os idosos, é melhor que a altura de sofás e poltronas fque em torno de 50 cm. Além disso, espumas mais rígidas favorecem a hora de levantar.

Elevadores e escadas

A construção precisa ser térrea? “Não. Existem vários equipamentos para a locomoção vertical: elevadores, plataformas hidráulicas, cadeiras elevatórias e rampas”, fala Marí Aní. Já para os mais velhos, o ideal é que as escadas tenham a pisada entre 28 e 30 cm para abrigar o pé inteiro, além de iluminação.

Atenção ao banheiro

A altura da bancada da pia deve ser inferior a 80 cm, além de estar livre para a aproximação da cadeira de rodas. Observe a localização do sifão, que pode atrapalhar. Registros e portaxampus são instalados a uma altura de 80 cm a 1,20 m do piso e as lixeiras pedem sensor. Um espelho com controle de inclinação permite o ajuste do morador. “Também para os idosos, não se esqueça das barras de apoio nas laterais da pia, na bacia e nas duas paredes perpendiculares dentro do boxe”, lembra Marí Aní.

Sem erro na medicação

O geriatra Fabio Nasri lembra que pessoas com idade avançada frequentemente tomam mais de um remédio. “E isso requer organização”, diz. Ele recomenda concentrar os frascos em um lugar. Para ajudar os que têm problemas de memória, escrever os afazeres em um quadro é uma saída.

Facilidade na cozinha

Para os cadeirantes, as mesas corretas possuem altura mínima de 76 cm e máxima de 80 cm. Mantenha livres as áreas sob as bancadas para a aproximação da cadeira de rodas. Eletrodomésticos e armários superiores, de preferência, são instalados não muito altos. Torneiras monocomando ou de alavanca facilitam o dia a dia dos mais velhos, assim como carrinhos com rodízios, usados para os acessórios.

Conforto no quarto

Neste ambiente, os colchões articuláveis com controle remoto são os melhores, além das persianas automatizadas. Já os armários guardam as roupas à altura máxima de 1,35 m do piso, com gavetas equipadas com visor. Escrivaninhas? Entre 76 e 80 cm de altura. Para o idoso, a altura da cama precisa permitir que os pés logo encontrem o piso na hora de levantar.

Fonte: Revista Casa Abril

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